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O Professor Doutor João Pedroso de Lima João Pedroso Lima apresentou o livro o Doente Invisível - uma reflexão sobre a desumanização da Medicina e a importância de cuidar com compaixão

Livro foi apresentado no Hotel Parque Serra da Lousã, numa sessão que reuniu cerca de sete dezenas de pessoas em torno da humanização dos cuidados de saúde.

26 October 2026 | Social, Visitas, Eventos, Fundação ADFP

A Fundação ADFP, dado o interesse pedagógico da obra, ofereceu um exemplar do livro a todos os colaboradores presentes.
A cultura organizacional da Fundação ADFP sabe que as equipas multidisciplinares devem ter formação técnica e científica adequada, mas também que todos os profissionais devem ser capazes do espírito de fraternidade, tratando, com bondade, as pessoas em situação de vulnerabilidade.

E se o maior desafio da Medicina fosse nunca esquecer a pessoa por detrás da doença?

Foi a partir desta reflexão que decorreu a apresentação do livro O Doente Invisível, da autoria do Professor Doutor João Pedroso de Lima, no Hotel Parque Serra da Lousã. A sessão contou com a presença de cerca de 70 pessoas e constituiu um momento de partilha e reflexão sobre a importância da humanização dos cuidados de saúde.

A introdução da apresentação esteve a cargo do Dr. Jaime Ramos, Presidente da Fundação ADFP, colega de Liceu e da Faculdade de Medicina do autor, que destacou a relevância da obra e a necessidade de preservar os valores humanos no exercício da Medicina.

Com mais de 40 anos de experiência ligados ao Serviço Nacional de Saúde, João Pedroso de Lima trouxe ao debate a importância de colocar a pessoa no centro dos cuidados, lembrando que a competência técnica e o conhecimento científico, embora fundamentais, não substituem a empatia, a bondade e a compaixão.

Durante a sua intervenção, Jaime Ramos sublinhou que a humanização dos cuidados é um compromisso que deve estar presente diariamente nas instituições e na relação entre profissionais e pessoas cuidadas.

«Para que não se esqueçam os valores da humanização, a Fundação ADFP batizou o Hospital de Miranda do Corvo com o nome de Compaixão e as fardas dos cuidadores nas diferentes unidades destinadas a pessoas em situação de vulnerabilidade têm, nas costas, a mensagem “Cuidamos com bondade”. Na porta principal do Centro Social Comunitário inscrevemos o lema “Investimos, com Bondade, em Pessoas”.»

O Presidente da Fundação ADFP felicitou ainda o autor pelo trabalho desenvolvido na promoção da humanização dos cuidados de saúde: «Parabéns ao Professor Doutor João Pedroso de Lima pelo trabalho que tem desenvolvido na promoção da humanização de cuidados de saúde.»

Por sua vez, João Pedroso de Lima surpreendeu os presentes ao reconhecer que a visita lhe proporcionara também uma oportunidade de aprendizagem, destacando o trabalho desenvolvido pela Fundação ADFP.

«Fui eu hoje que vim aprender convosco, no verdadeiro espaço onde se humanizam os cuidados e se cuida com bondade, com dedicação, com amor, com compaixão, onde os doentes não são invisíveis, e se combate diariamente para isso.»

O médico e escritor reforçou a ideia central da sua obra com uma mensagem que sintetiza o sentido mais profundo do cuidar: «A tecnologia trata. O conhecimento orienta. Mas é a humanidade que dá sentido ao cuidar.»

Na mesma intervenção, felicitou a Fundação ADFP e o seu colega e amigo Jaime Ramos por continuarem a promover debates que considerou necessários e pertinentes, contribuindo para a reflexão e para a humanização efetiva dos cuidados.

A apresentação de O Doente Invisível foi, assim, muito mais do que a divulgação de uma obra literária. Foi uma oportunidade para refletir sobre os desafios de uma Medicina cada vez mais tecnológica, sem perder de vista aquilo que verdadeiramente importa: a dignidade de cada pessoa, a proximidade humana e a capacidade de cuidar com compaixão.

Porque cuidar não é apenas tratar uma doença. É reconhecer, escutar e respeitar a pessoa que nela existe.

A cultura da Fundação sabe que as equipas multidisciplinares devem ter formação técnica e científica adequada, mas também que todos os profissionais devem ser capazes do espírito de fraternidade tratando com bondade as pessoas em situação de vulnerabilidade.

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